Não houve grandes cambalhotas na
tabela, mas o fim da fase de grupos trouxe de facto várias novidades
interessantes. Tomás Loureiro foi a grande desilusão da jornada e à partida
está afastado da corrida, uma vez que acertou apenas em metade das equipas dos
oitavos. Vindo do nada, Gonçalo Jorge assumiu o primeiro posto e apresenta-se
como um dos fortes candidatos à vitória final. Na parte de baixo, Harold
Navarro, que percebe claramente mais de ceviche que de bola, conseguiu ainda
assim deixar o último posto para Zé Paulo, um dois maiores flops da edição
deste ano.
A malta falhou muita coisa nos
oitavos e se começarmos já a pensar nos quartos há dois casos de clivagem
clara. Ninguém apostou na Costa Rica ou na Grécia e quase toda a gente apostou
na Espanha. André Catalão e Guilherme Lopes da Costa têm vantagem teórica neste
último ponto, pois imaginaram uma Espanha eliminada nos oitavos. De resto, a
coisa em princípio começa a ficar mais certinha. Na corrida para melhor
marcador, ou Neymar ganha ou ninguém acerta. Aguero ainda não fez o gosto ao
pé, Ronaldo voltou para os braços de Irina e Suarez, olhos de matador, dentes
de coelho, deitou tudo a perder.
Entrando finalmente na fase de
cenários e olhando para os cinco primeiros classificados a conclusão é
complicada. Guilherme vai ter vida difícil, pois imaginou uma final que é já impossível.
André apostou em Portugal e deposita agora as esperanças num hipotético quarto
lugar da Holanda. Em melhor posição, com aposta no Brasil, estão Rodrigo e
Jacinto - Rodrigo mais candidato até do que Jacinto. Por fim, caso a Alemanha elimine
o Brasil nas meias, Gonçalo Jorge é o candidato natural. São só cenários meus
senhores. Ainda vai correr muita tinta.

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