Tem sido um mundial com uma boa
dose de surpresas. Ainda é cedo, no fim da primeira jornada, mas já começamos a
verificar algumas tendências na tabela classificativa. Nomes como André
Catalão, Tiago Almeida ou Filipe Vieira de Campos entraram com bom fulgor
inicial mas foram-se deixando para trás nos últimos jogos, abrindo espaço para
Guilherme Costa tomar de assalto o primeiro lugar. João Jacinto, logo a seguir,
está a revelar-se um candidato de peso, com Rodrigo Salema, em terceiro lugar,
a fazer uma campanha silenciosa mas certeira
Mais abaixo, João Mendes e Harold
Navarro disputam arduamente o último lugar. Harold Navarro, com um bitaite
relativamente provável, ainda vai certamente somar vários pontos, mas João
Mendes está a jogar para o tudo ou nada, com apostas tão improváveis como a
Bósnia nos quartos-de-final ou a Bélgica em quarto lugar. A meio da tabela:
Manuel Abegão confirma a falta de talento, Zé Paulo e João Machado desiludem,
enquanto João Barreto e Tomás Loureiro ficam aquém das expectativas.
Olhando para os jogos
propriamente ditos, temos a Espanha, humilhada pela Holanda, a complicar as
contas a quase toda a gente, uma vez que já não deve passar em primeiro.
Portugal, humilhado pela Alemanha, com um jogador expulso, três jogadores com
lesão muscular e um treinador com lesão cerebral, deixa muita gente vacilante e com saudades da trupe da fotografia. Por
fim temos o Uruguai, humilhado pela Costa Rica, a complicar muitas contas também.
De resto, embora existam sempre
divergências, está tudo relativamente normal, tudo em aberto. Ainda estamos
numa fase inicial, sobretudo tendo em conta que a maior parte dos pontos só vem
nas qualificações para a fase seguinte. A história diz-nos que a segunda
jornada é decisiva e que vai haver mexidas drásticas na tabela. Fica o aviso.

Sem comentários:
Enviar um comentário